Esse amor não era poesia Que te enfeitava Que te arrumava Que te envaidecia
Esse amor não era passageiro Viajante, clandestino, nômade Que te bebia, te lambuzava E logo mais te abandonava
Esse amor nunca foi teu Nunca foi meu Nunca foi nosso Nunca foi de ninguém
Esse amor não era pretensioso Ele veio em sua forma mais simples Era pra ser ‘um + um’ Mas tudo que existiu, fora um sem ninguém
Esse amor nunca foi em vão Esse amor se desfez em meio a solidão Tornou-se apenas mais um coração destruído pelo chão Ele não é nada mais, além de uma prisão!
Sinto-me de certa forma sufocado com a presença constante da fraqueza que há dentro de mim.
Ela me domina de todas as maneiras e em todos os lugares onde eu possa estar. Ela é onipresente, e ao mesmo tempo égide. Fazendo com que a minha pessoa diante do seu imenso poder de destruição interior, torne-me um ser frívolo.
Sinto-me também dominado por um efusivo sentimento de poder, sede e vontade de destruição. Destruição essa, não se sabe do quê e muito menos de quem. Pode ser que seja uma vontade imensa de destruir à mim mesmo e tentar refazer ma vida errante, vista dessa forma por mim até então.
Uma vida que não vê uma nova dimensão em nada Uma vida que tem sede de nada Uma vida que não consegue ambicionar novos horizontes Uma vida que no decorrer do tempo se mostrou prisioneira do destino e temerosa à visão do novo.
Paremos então pra pensar agora no nexo que pode haver entre esses dois sentimentos.
Fraqueza de certa forma gera raiva A raiva por sua vez produz a sede de vingança que é irmã da destruição. Agora perguntemos:
- Destruir ou se vingar de quem?!
Do dom da vida que lhe foi dado pelo grandioso Pai da Misericórdia, e concebida pelo poder divino das forças maiores e espirituais das quais você sempre poderá contar para obter a purificação da sua alma?! Ou será uma incontrolável vontade de destruir o dono de uma força negativa e prejudicial, que fez de você um habitat seguro para exercer sua malevolência quando você mesmo havia se mostrado aberto para receber em seu corpo espíritos negregados?!
Faça você mesmo o seu próprio julgamento Reflita sobre o que lhe foi mostrado Não se guie pela cabeça de terceiros E lembre-se de que: É a sua cabeça que está refletindo nas lâminas da guilhotina!
O mundo no qual vivemos hoje está dominado pelas várias faces do pecado.
Pecado não se diz só daqueles que o Senhor nos deixou por escrito, mas também daquelas visões erradas ou infaustas que fazemos das mais bobas situações.
O pecado nos deixa desnorteados totalmente insanos diante da tua bela face.
No começo o pecado é bom, nos faz leve
Deixa-nos inocentes como um bebê
Durante sua execução pode nos levar ao maior grau de satisfação
E por fim nos rouba a consciência levando-nos a loucura.
Pecado, pecador, doce ato de pecar, já que és tão bom
Diga-me:
- Por que sempre nos castiga ao final de tudo?
- Por que nos atraí de tal forma que mal possamos reagir e ao acerto de contas final deixa-nos trêmulos?
- Se o ato de pecar fosse proibido e extinto do mundo moderno, como atingiríamos o prazer que ele nos dá?
- Será que existe o ato de pecar, sem que este seja tratado com tanto pesar?