
Esse amor não era poesia
Que te enfeitava
Que te arrumava
Que te envaidecia
Esse amor não era passageiro
Viajante, clandestino, nômade
Que te bebia, te lambuzava
E logo mais te abandonava
Esse amor nunca foi teu
Nunca foi meu
Nunca foi nosso
Nunca foi de ninguém
Esse amor não era pretensioso
Ele veio em sua forma mais simples
Era pra ser ‘um + um’
Mas tudo que existiu, fora um sem ninguém
Esse amor nunca foi em vão
Esse amor se desfez em meio a solidão
Tornou-se apenas mais um coração destruído pelo chão
Ele não é nada mais, além de uma prisão!
[ Por Lorena Pereira ]