
Era ela quem sempre me abraçava quando eu sentia medo.
Quando eu ficava doente.
Era ela quem sempre me ensinava o ‘certo’ e o ‘errado’.
O que era ‘bom’ e o que era ‘ruim’.
Era aquela mão me sempre me segurava com sutileza.
Vezes com força.
Era aqueles olhos que sempre me mostravam o que ‘fazer’ e o que ‘não fazer’.
Enfim, ela sempre foi meu rumo.
Só que, parece que agora eu me perdi desse rumo.
Ele foi para um lado, e eu fui para o outro.
É como se eu sentisse que somos duas paralelas que não se cruzam.
E que não vão mais se encontrar.
É como se eu não quisesse assumir uma verdade.
Ela se foi.
E acabou por deixar lembranças ‘boas’ e ‘ruins’
Que me rasgam a memória, e me deixam feridas expostas.
O medo tem feito de mim, seu lar.
E vem me sucumbindo, dia após dia.
É como se eu viesse me perdendo de mim mesma a cada segundo.
E ele fosse mais forte que eu, para que o pudesse derrotar.
Nunca tive tanto medo da noite, como venho tendo nesses últimos dias.
Passo o dia inteiro rindo, brincando, me distraindo.
E rezando a cada minuto corrido
Pedindo aos Céus que adie a noite.
Porque nela eu me sinto fraca, só e vazia.
Triste, vulnerável.
É quando eu sinto mais saudade daquilo que fui.
Daquilo que um dia eu sequer imaginei sentir tamanha falta.
Talvez dentre palavras meio tortas eu esteja clamando apenas por atenção.
- Hey, eu estou aqui!
Mas e se não for?
E se realmente eu precisar daquela mão que me segurava pra viver bem?
Significa que eu vá agonizar dia após dia?
Será que eu vou ser vencida pelas minhas fraquezas?
Nunca me pergunte as razões do porque!
[ Por Lorena Pereira ]